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domingo, 2 de outubro de 2016

Motorista de ônibus leva coronhada durante assalto na Estrutural, no DF

Quatro Bandidos impediram a passagem do coletivo; um deles estava armado.
Assaltantes bateram com a arma no condutor, roubaram celular e R$ 100.


Motoristas que trabalham na Cidade Estrutural, região do Distrito Federal, reclamam da insegurança e afirmam que assaltos têm sido constantes. Neste sábado (1º), um ônibus da empresa São José que faz a linha entre a Cidade Estrutural e a Candangolândia, foi assaltado por volta de 16h. Quatro homens, sendo um deles armado, roubaram o cobrador e o motorista, que ainda recebeu um golpe da arma na cabeça.


Silva trabalha como rodoviário há 30 anos – há 10, como motorista. Ele afirma que está com medo da situação. , disse.De acordo com o condutor do coletivo, Teófilo Alves da Silva, que ficou ferido após a coronhada, os quatro assaltantes armados impediram a passagem do ônibus e cometeram o crime. “Eu parei para eles entrarem e o cara disse ‘vou levar o dinheiro’. Eram quatro, e o que estava com o revólver me levou na cabeça”, afirmou.










Outros rodoviários reclamam da insegurança no local e contam que casos de agressão são frequentes. "Eles chegam, pulam na frente do ônibus e o cobrador entrega o dinheiro. Mas, infelizmente, eles estão agredindo a gente. Não só a gente, mas tem assalto que eles agridem até os pobres passageiros”, conta o motorista Cleiton Coimbra.   
                                                                                                                                                                                      
O cobrador Misael Melo, que estava no mesmo ônibus assaltado neste sábado, disse que os ladrões levaram R$ 100 do caixa do ônibus e o celular do motorista. “Vai ser o último dia que venho trabalhar aqui. Não venho mais. Muito ruim, muito ruim, não desejo para ninguém”

sábado, 1 de outubro de 2016

MARECHAL E GLÓRIA OFICIALIZAM SUA UNIFICAÇÃO

Desde o período da licitação em 2010, após a compra da Auto Viação Nossa Senhora da Luz por empresas da família Gulin, a Auto Viação Marechal e Transporte Coletivo Glória passaram a trabalhar em conjunto e em um relacionamento mais estreito, especialmente pelo fato de compartilharem a estrutura física da extinta Luz, que lá se tornou o pátio da “Marechal Filial” e de apoio para a Glória.
Ao longo dos quase 6 anos de licitação, vimos diversas trocas entre as duas empresas, tal como ônibus que eram passados e repassados de uma para outra e trocas de tabelas de linhas do consórcio. Além disso, era comum ouvir o “rádio-peão” alertando que hora ou outra as duas iriam efetivamente se unificar e passar a ser uma só. Todos acreditavam, mas até então nada de concreto havia surgido.
Pois o esperado finalmente aconteceu: depois de completar 60 anos em outubro de 2015, a Auto Viação Marechal deixou de existir em nosso sistema e foi completamente integrada à Transporte Coletivo Glória. Os motivos legais para a unificação entre as viações não sabemos, mas o fato é que a soma dessa união tornou a Glória na maior empresa de ônibus de Curitiba, com 3 garagens, 1 pátio e uma enxurrada de carros.
Com a unificação, a Marechal sai de cena e junto com ela a sua marca e o prefixo “A”. Desde sábado (16), todos os carros da Marechal foram reprefixados e receberam a letra “B” da Glória. Para os prefixos que não possuem duplicata na Glória, simplesmente receberam o “B”.

terça-feira, 12 de abril de 2016

SAÚDE DO MOTORISTA


Saúde do Motorista
De que adoecem e morrem os motoristas de ônibus?
    Quem anda de ônibus sabe bem. Reclama-se muito do humor — ou melhor, do mau-humor — dos motoristas do transporte coletivo. No dia-a-dia, no vaivém das grandes cidades, são comuns os comentários sobre uma suposta má vontade, que seria típica desses profissionais. Poucos questionam as razões desta situação. 
        Fala-se ainda que os motoristas do transporte público muitas vezes se recusam a parar nos pontos de ônibus quando os idosos fazem o sinal, porque os idosos têm direito à gratuidade. Dizem que correm demais, que freiam bruscamente, que são apressados no embarque e desembarque dos passageiros.
        Sob estresse e a infâmia eles estão ali, conduzindo o carro que sacoleja, faz barulho, está lotado e parado no trânsito caótico. No entanto, a solidariedade entre os trabalhadores pressupõe apoio a essa categoria profissional que, como outras, organiza-se, corre atrás dos direitos e de outras conquistas tão necessárias, tão urgentes não apenas para os profissionais, mas para todo o povo trabalhador.
         Além do estresse diário compartilhado por todos — motoristas, cobradores e passageiros — os profissionais do volante são submetidos a condições e rotinas de trabalho que, num grau tão elevado como em determinadas profissões urbanas, causam doenças graves e até a morte.
         De que adoecem e morrem os motoristas de ônibus? Esse é o título de um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, realizado pelo Dr. Éber Assis dos Santos Júnior, médico especialista em Clínica Médica e em Medicina do Trabalho, também diretor técnico da Unidade de Pronto Atendimento Médico da Prefeitura de Belo Horizonte.
          O Dr. Éber demonstra que o exercício da profissão, nas atuais condições de trabalho desses motoristas de ônibus, é altamente prejudicial à saúde, causando inúmeras formas de sofrimento físico e mental, adoecimentos frequentes e morte prematura, explorados que são em todos os sentidos.
          Revendo a literatura médica dos últimos 15 anos sobre os danos causados à saúde dos motoristas, o Dr. Éber constatou que essa categoria é submetida a fatores tão degradantes na rotina profissional que seus integrantes chegam a estar expostos a todos os tipos de doenças relacionadas ao trabalho.

         Exploração e difamação

        A Nova Democracia abordou o tema através do relato dos desrespeitos e humilhações sofridos pelos motoristas Hélio Rodrigues, José Martins Rodrigues e Vicente Ferreira Leite. Esses relatos foram extraídos de um levantamento feito pelo Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte, o mesmo que organizou a categoria nas jornadas de lutas da campanha salarial e contra os desmandos das famílias que controlam o oligopólio das empresas rodoviárias da capital mineira .
        As péssimas condições de assistência médica, o estresse constante, o estado precário de conservação dos ônibus, a longa jornada de trabalho, os altos níveis de ruído e calor e a exposição prolongada a poluentes químicos. Esses são alguns dos fatores que ameaçam diretamente a saúde desses trabalhadores.
        A triste constatação é também um agravante que torna ainda mais indecente a atitude difamatória dos governos e do patronato, inclusive do seu monopólio nos meios de comunicação. De braços dados, tentam jogar a população contra os motoristas urbanos e rodoviários, desqualificando a categoria frente ao povo sempre que ela se organiza e entra em greve evidenciando algumas de suas justas e incontornáveis reivindicações.
        Alguns pesquisadores a consideram "uma das mais insalubres e estressantes profissões". Os motoristas sofrem um nível de estresse no trabalho muito acima da média. Demonstraram que eles estão submetidos a riscos maiores de desenvolver doenças coronarianas. Foram comparados os níveis de tensão da população em geral com o desses profissionais — e com exames de tensão arterial deles próprios antes da admissão nas empresas rodoviárias. O resultado indicou que o nível de hipertensão arterial dos motoristas é significativamente maior.
   

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